SÃO PAULO – Depois de chamar Elton John de “viadão” e “bichona”, por ter dito em entrevista que “Jesus era gay”, o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, levou a debate na tarde de ontem, 24, o Projeto de Lei da Câmara 122/06 (PLC-122/06). No debate estavam a autora do PLC-122/06, Iara Bernardes, e o pastor evangélico Silas Malafaia.
Graduado como psicólogo, Silas Malafaia lê a mesma cartilha da colega de profissão Rozângela Justino, e é dono da Central Gospel, uma das editoras de maior faturamento do Brasil. Além disso, tem o programa na TV Vitória em Cristo, transmitido também em países da África.
Com seu jeito espalhafatoso de pastor fundamentalista, Malafaia desqualificou o PLC-122/06. Iara Bernardes, por sua vez, explicou sobre a proposta da lei e expôs o número de homossexuais mortos no Brasil por crime de homofobia. Com alguma troca de farpas, os debatedores tiveram pouco tempo para discutir o tema polêmico.
Durante o debate, Ratinho informou que alguns grupos LGBT criticaram a produção do programa por não terem sido convidados. “A melhor representação para discutir a lei está aqui no palco que é a deputada criadora da lei”, disse Ratinho. No geral, o debate não acrescentou muita coisa, mas enalteceu os brios dos evangélicos seguidores do pastor, que postaram o vídeo no Yutube, elogiando a postura do evangélico. Silas Malafaia deve sair candidato ao posto de deputado federal. Medo! Veja o vídeo do debate:
As opiniões não somente revoltaram Serginho, Dicesar e Angélica, os gays da casa, como parte da opinião pública. O ex-BBB Jean Willys, por exemplo, chamou Dourado de "misógino, machista e homofóbico" em seu twitter. Até o cantor britânico Boy George, um dos ícones da cena musical gay, bradou aos brasileiros para votarem pela saída de um "egocêntrico que odeia gays" pela mesma rede social.
Cultura e preconceito
Para o diretor de arte Zeca Bral, de 26 anos, também gay, a vitória de Dourado sobre Angélica no último paredão do BBB foi determinante para desistir de assistir ao programa.
- Eu acho que ele [Dourado] é homofóbico, sim, porque ser homofóbico é não aceitar a sexualidade gay alheia. A partir do episódio da mesa, ele mostra essa atitude. E depois da votação estrondosa da população em alguém que não manifesta tolerância, eu fiquei assustado e preferi não assistir mais ao programa que provou ter uma audiência desqualificada.
Considerando a opinião do psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Hospital das Clínicas, Alexandre Saadeh, a homofobia é a dificuldade de lidar com pessoas muito diferentes de si, ou seja, com orientação sexual diferente da sua. Sem superlativizar o gesto de Dourado, o psiquiatra descarta a atitude como passível de ser violenta, mesmo criminosa. "É uma questão de preconceito, de valorização cultural", afirma.
Homofobia é doença?
O R7 tentou ir mais longe e questionou: A homofobia pode ser considerada uma doença?
Tanto Saadeh, quanto a psicanalista e socióloga Nilda Jock, também consultada pelo R7, afirmaram que não.
- A homofobia tem uma questão cultural muito forte. Eu acho que a tese mais comum que se levanta a respeito é que na verdade os homofóbicos são as pessoas que mais temem se confrontar com a própria homossexualidade, afirma Nilda Jock.
Neste ponto polêmico, a psicanalista remete à fase anal da infância, quando a criança, entre os dois e os três anos, costuma reter as fezes para depois expulsá-las. É comprovado cientificamente que o ato se trata de um prazer sexual. "A criança percebe um prazer nesse jogo, que é reconhecido como marcante e vigente na vida do adolescente e dos adultos. Tendo consciência deste prazer, parte dos homens preferem ignorá-la por puro preconceito", explica Jock. Há, entretanto, um paradoxo nesta relação de prazer que pode ser determinante para o nascimento da homofobia. Na maioria das sociedades ela não é mais valorizada do que o sexo entre um homem e uma mulher para fins reprodutivos. Seja na escola, na igreja ou dentro de casa, a maioria dos cidadãos comuns aprende que o homem e a mulher têm papéis determinantes na sociedade, entre os quais a procriação. Portanto, o sexo sem esse fim deve ser desqualificado, explica Jock.
Caso de remédio e polícia
A partir do momento que essa crença ultrapassa o senso comum e se torna uma caça às bruxas, temos um problema ainda maior. Além da intolerância, pode haver (aí sim) uma patologia, afirma o psiquiatra Alexandre Saadeh.
- Se houver outro sintoma como uma agressividade repentina ou alteração de personalidade, mais do que o ódio homofóbico, pode se tratar de uma pessoa com transtorno de personalidade, mesmo bipolar.
Nestes casos, somente neles, o psiquiatra recomenda um tratamento com remédios. Para os intolerantes, de acordo com os psiquiatras, vale mesmo tentar entender a origem de sua abordagem mesmo que pela psicanálise.
- Tem que pensar porque esse comportamento [homossexual] incomoda tanto? Não existem linhas delimitadas que a gente poderia dizer que são de homens e de mulheres. A verdade é que a homossexualidade atravessa os limites entre homem e mulher. Nenhuma identidade sexual é automática, trata-se de uma construção complexa, afirma Nilda Jock.
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Radir, que é coordenadora da Aswat, organização com sede em Haifa e que luta pelos direitos dos homossexuais, declarou que até o momento "faltava uma ajuda que respondesse as exigências de gays e lésbicas que vivem em um contexto cultural diverso", disse.
O serviço telefônico é destinado a lésbicas e gays que vivem no seio da sociedade israelense, mas não são representadas. Os criadores do serviço também esperam atingir os palestinos, pois, na terra deles a homossexualidade é proibida.
"Não menos que 10% dos árabes que vivem em Israel e nos territórios palestinos são gays, excluídos e discriminados", estimou Radir, que revelou a linha telefônica graças ao trabalho de voluntários. O próximo passo da Ong de Radir é divulgar o serviço, mas ela assume que tal tarefa será "difícil".
Um senhor de 50 anos fez a denuncia afirmando que se tratava de pedofilia. As duas jovens tinham 17 e 19 anos. "Ele disse que viu duas moças se beijando e pensou que uma era menor de idade. Ele achou que nesse caso seria errado uma menor de idade beijando outra maior de idade. Mas, pelas testemunhas, se verificou que não houve nenhuma corrupção de menores", disse o delegado Gustavo Valentini.
A garota de 19 anos, que preferiu não se identificar, acredita que foi vítima de preconceito. "O meu beijo não tinha nada de agressivo, é um beijo como qualquer outro beijo de carnaval, uma coisa que acontece. Não precisava ter causado a confusão que causou", defendeu-se.
Com a denúncia feita na 14ª DP (Leblon), as meninas foram liberadas com a garantia do delegado de que beijar não é crime. "Se não houve corrupção de menores, ou violência ou grave ameaça, não é crime", afirmou ao G1. Fonte a Capa.com.br
De acordo a direção do BBB, Dicesar deu detalhes demais sobre a viagem, de como foi bem tratado pela produção e pelo público nas ruas, dando assim a impressão de que está forte no jogo, se mostrando como favorito para o prêmio.
Dimmy ainda passou informações de outros participantes. Para Angélica, comentou o fato de Claudia Leitte ter perguntado para a Cacau sobre sua relação com a brother, dando a entender que o assédio de Angélica vem agradando o público.
Ainda não se sabe de qual festa Dicesar será vetado. Ontem, o brother participou normalmente, pois o evento era patrocinado para a Fiat e valia um carro. Para Boninho, não seria justo impedi-lo de concorrer ao prêmio.
Após saber da notícia, Gosling teria pedido ao médico para deixá-los a sós e o sufocou com o travesseiro até a morte. “Não tenho remorso. Fiz o certo.” Havia um pacto entre os dois de pôr fim a vida do companheiro, caso não houvesse mais esperanças com o tratamento. O apresentador disse que estava consciente dos problemas que teria após a revelação e que não se arrepende. “Quando você ama alguém, é difícil vê-lo sofrer”. O suicídio assistido é crime na Grã-Bretanha.
Por ParouTudo.com
Na abertura do show de Beyoncé, Ivete Sangalo mostra que espontaneidade e carisma superam tecnologia
Ivete entrou no palco dez minutos antes do horário previsto para seu show. A já tradicional chuva paulistana ao fim do dia deixou inoperantes os telões e transformou em pista de patinação o palco e os acessos à pista no estádio do Morumbi. A cantora teve que começar mais cedo (entrou no palco às 19h50min) e seu tempo de palco foi reduzido pela produção. Logo no começo de sua apresentação, levou um escorregão. Nada que abalasse o bom humor da baiana, que tirou os sapatos e brincou com o público.
- Madonna já escorregou, Beyoncé também e elas são divas. Agora sou diva também - disse, para depois brincar que depois do "tombo a produção reduziu para 45 minutos o tempo do meu show".
A chuva impediu também que Ivete fizesse uma coreografia ensaiada na escada.
- Eu já caí, agora morrer eletrocutada não dá - falou, procurando o papel com seu repertório. - Vou fazer aqui a linha de quem ensaiou três meses para fazer esse show. Espero acertar todos os passos.
Mexeu com o cantor sertanejo Xororó, que estava na plateia, lembrando os shows que fazem no estado de São Paulo.
- É um bolinho aqui, uma picanha acolá... Por isso estou assim tão gostosa. Esse corselet está tão apertado, que estou com azia. Mas ficou bonito, né? - confessou a cantora, fazendo graça com o vestido curto de paetês prateados usado no show.
Enquanto procurava seu repertório, Ivete encontrou um esparadrapo no chão do palco.
- Gente, esse é o esparadrapo que cola no chão do palco o repertório de Beyoncé. Guarda que isso vai valer uma fortuna no Twitter - disse, entregando a fita adesiva a alguém na coxia.
Ivete não só ficou sem telões por causa da chuva, como também teve que ir Morumbi de carro. Contou que se divertiu com a escolta da Polícia Militar, que a acompanhou do Campo de Marte (onde desembarcou e helicóptero) até o estádio.
- Com aquelas sirenes, o povo estava achando que eu era a Beyoncé.
O público pediu para Ivete ficar mais - o show da baiana acabou cerca de 1h30min antes de Beyoncé entrar no palco - mas a baiana não cedeu.
- Olha que a gente está superamiga. É melhor eu me comportar para poder fazer o show em Salvador. Já tem aqui um rapaz da produção me falando "to the left, to the left" - explicou, fazendo trocadilho com a letra da música "Irreplaceable" de Beyoncé, enquanto o público gritava "Ivete, Ivete, Ivete..."
Ivete conseguiu fazer as 60 mil pessoas que lotavam o Morumbi na noite deste sábado dançar mais em seu show do que no da atração principal da noite. Mesmo sem os telões, a baiana provou sua capacidade de chacoalhar multidões. Espontaneidade faz a diferença. Beyoncé pode ter deixado o público boquiaberto com sua beleza e performance, mas, como é comum em superproduções, seu show engessado, milimetricamente ensaiado e coreografado, fez muita gente pensar que dá na mesma comprar depois o DVD.


















